Sindicalista de Brusque será vice-presidente nacional de entidade
Sindicalismo
Presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Brusque e região (Sintricomb), Izaias Otaviano foi o entrevistado desta segunda-feira (22) do programa Rádio Revista Cidade, da Rádio Cidade. Entre os assuntos abordados estavam sua eleição como presidente da central sindical NCSTSC, em Santa Catarina, e a disputa como vice-presidente nacional da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST).
Otaviano afirmou que é a primeira vez que um sindicalista de Brusque ocupa posições de destaque em nível nacional. Além disso, recentemente, em setembro, ele assumiu o comando da central sindical em nível de estado.
O sindicalista disse que foi surpresa seu nome constar na relação da executiva nacional. Isso porque o espaço é ocupado apenas por sindi9calistas que comandam entidades de nível nacional, como confederações. Isso, no entanto, se deve, segundo ele, ao fato de seu nome ter ganhado notoriedade ao assumir a entidade catarinense.
“Sei do meu trabalho e da minha competência. Se as pessoas não enxergassem dessa forma não convidariam para ser integrante de uma composição nacional tão importante quanto a Nova Central”, pontuou ele.
A eleição da diretoria da central sindical nacional acontecerá dia 25 de novembro, de forma virtual. Votam todos os delegados de sindicatos, centrais, confederações e federações filiados à entidade no país inteiro. São mais de mil sindicatos em todo território nacional.
Ministério do Trabalho
Otaviano comentou, ainda, sobre a recriação do Ministério do Trabalho pelo governo do presidente Jair Bolsonaro. Para ele, terá pouca efetividade se não houve estrutura e condições de o órgão agir. Um dos grandes problemas apontados antes da extinção do mesmo, ainda no começo do atual governo, era a falta de inspetores, que são responsáveis por fazer as fiscalizações e autuações. Houve, na visão dele, um processo de desarticulação e enfraquecimento do órgão.
“Isso não é culpa somente do atual governo. Todos os anteriores não fizeram nada para fortalecer o Ministério do Trabalho”, destacou.